HISTÓRIA FLUMINENSE  Fontes de Pesquisa


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Niterói: as ruas contam seus nomes

        1 de 1728   no texto

ABDO ABI-RAMIA

Rua Doutor Abdo Abi-Ramia, antiga rua 119 do Loteamento Bairro de Piratininga. Decreto de 18 de outubro de 1984 do prefeito Waldenir de Bragança. Médico, nasceu a 30 de agosto de 1898 na aldeia de Ouadi Chahrour, no Líbano, e faleceu em Niterói a 31 de março de 1968. Veio para o Brasil aos 4 anos de idade. Retornou ao Líbano, onde estudou no Colégio Americano, na época um dos melhores de Beirute. Voltou definitivamente aos 16, completando o secundário no Colégio Pedro II. Formou-se pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro em 1932. Desde o terceiro ano trabalhou como acadêmico interno da Santa Casa de Misericórdia e depois de formado dividiu com colegas um consultório no Rio de Janeiro e outro em Niterói. Ingressou por concurso no antigo Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Industriários, hoje incorporado ao Instituto Nacional da Previdência Social, tendo exercido por dez anos o cargo de superintendente-médico para os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. De sociedade com irmãos e amigos fundou em Nova Friburgo o Sanatório Santa Teresinha, que aos poucos ampliou até contar com 220 leitos. Dedicou-se à psicoterapia, convencido de que a maioria dos males físicos dos seres humanos são de natureza psicossomática, aplicando métodos de hipnose no tratamento de seus pacientes. No governo do marechal Paulo Torres (1964-1967) recusou a Secretaria de Saúde, para não abandonar a clínica. Era profundo conhecedor da língua e literatura portuguesa e brasileira, além do árabe popular e clássico, do inglês e do francês. Foi casado com Olinda Abi-Ramia, pianista e professora de piano. Tiveram quatro filhos, sendo dois falecidos.