Carlos Roberto Maciel Levy

Crítico e Historiador de arte

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Fotografia reproduzida de: Revista Arquivos da Escola Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, nº 4, 1960, p.17

Comemorações

Jordão de Oliveira 1900-1984
CENTENÁRIO DE NASCIMENTO EM 2000

Nasceu em Aracaju, capital do estado de Sergipe, no dia 13 de outubro de 1900. Lá, fez o curso primário e o secundário, no Ateneu Sergipense. Iniciou-se em desenho com o professor Quintino Marques, um dos seus maiores animadores. Já executava, em 1915, retratos a crayon, para particulares e instituições públicas, realizando a primeira exposição em Aracaju, em 1922. Esteve no Recife, trabalhando nas oficinas da Tranway, em 1917, e, no ano seguinte, como marítimo, na taifa da Costeira.

Mudando-se para o Rio de Janeiro, em 1921, sob o patrocínio de Pereira Lobo, Gracho Cardoso e Manuel Dantas, ingressou na Escola Nacional de Belas Artes. Foram seus professores Lucílio de Albuquerque, Rodolfo Chambeland e João Batista da Costa.

No Salão Nacional de Belas Artes obteve menção honrosa (1924), medalha de bronze (1927), pequena medalha de prata (1928), grande medalha de prata (1931), prêmio de viagem ao estrangeiro (1933), medalha de ouro (1938) e prêmio de viagem pelo país (1944). De volta da Europa, expôs no Rio de Janeiro, em 1936.

Em 1937, foi eleito presidente da Sociedade Brasileira de Belas Artes. Nesse mesmo ano conquistou, no Salão Paulista de Belas Artes, grande medalha de prata; no Salão de Belas Artes do Rio Grande do Sul, medalha de prata; no Salão Fluminense de Belas Artes, medalha de ouro. Expôs em Rosário e Santa Fé (Argentina), e na Feira Internacional de Nova Iorque (EUA).

Foi membro do júri do Salão Estadual de São Paulo, em 1944, e vem participando, freqüentemente, do júri do Salão Nacional de Belas Artes. Fez sua segunda exposição no Liceu de Artes e Ofícios, em 1928, e a terceira, em 1941, na Associação Cristã de Moços. Retomando o curso de Direito, por alguns anos interrompido, diplomou-se bacharel pela Faculdade Nacional de Direito, da Universidade do Brasil, em 1939. Realizou a quinta exposição na Galeria Calvino, em 1949. Foi livre docente da cadeira de pintura da Escola Nacional de Belas Artes e catedrático de Modelo Vivo na mesma escola.

Integrou bancas examinadoras de concursos na Escola Nacional de Belas Artes, na Escola de Belas Artes de Salvador, Bahia, e na Faculdade de Arquitetura de Belo Horizonte. Foi membro da Comissão Nacional de Belas Artes, membro honorário do Instituto Histórico e Geográfico do Estado de Sergipe e da Associação Brasileira de Imprensa. Por indicação da Câmara do Distrito Federal, em setembro de 1959, foi-lhe outorgado o título de cidadão carioca. Colaborou na imprensa do Rio de Janeiro e de sua terra natal, e representou a Escola Nacional de Belas Artes no Conselho Universitário da Universidade do Brasil.

Suas obras se espalham por diversas galerias particulares e, dentre outras instituições, no Museu Nacional de Belas Artes; na Sociedade Brasileira de Belas Artes; no Palácio do Catete; no Palácio do Rio Negro e no Museu Imperial, em Petrópolis; no Palácio do Ingá e no Museu Antônio Parreiras, em Niterói; nos Ministérios da Aeronáutica e da Agricultura; na Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro; na Ordem Terceira da Candelária; nas Faculdades de Medicina e Odontologia da Universidade do Brasil; na Pinacoteca do Estado de São Paulo; na Faculdade Nacional de Direito e no Instituto Histórico e Geográfico do Estado de Sergipe.

Quirino Campofiorito
Extraído da revista Arquivos da Escola Nacional de Belas Artes, Rio de Janeiro, número 12, 1966, p.96-97.



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